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Relação entre o Lixo, a Violência e a Cidadania em Carapicuíba

                                           

By Sil Oliveira

Pertencer à Cidadania significa ter o direito de viver numa cidade limpa em todos os sentidos, seja no sentido denotativo e no sentido figurado.  Viver numa cidade livre do lixo e da violência tornaram sonhos utópicos não só para os moradores de Carapicuíba como outros municípios que vivem o mesmo problema, onde a Cidadania é algo quase inexistente.
Além dos direitos, um cidadão também tem o dever de exercer sua cidadania. Um bom cidadão zela pela limpeza da sua cidade. Não espera que façam alguma coisa, ele mesmo toma iniciativas, motiva e dá seu exemplo.
Vamos usar o termo “marginal” para designar o antônimo de Cidadão. Um marginal vive à margem da sociedade, isto é, ele não se considera como parte da sociedade, pois não segue suas leis, não usufrui dos direitos e menos ainda dos deveres de um cidadão. Ele se confunde com o próprio lixo que ele mesmo produz e joga nas ruas da cidade.
Mas qual seria a relação entre o lixo e a violência?
Um individuo à margem da cidadania não se preocupa com o próximo, não mostra amor por ele mesmo tão pouco respeita a natureza  e a limpeza da sua cidade.
Ele é fruto da falta de Educação, da desigualdade social, o sistema é muito mais complexo do que conseguimos explicar através dessa humilde reflexão.
O excesso de lixo nas ruas e a falta de estrutura para reciclar o próprio lixo na cidade leva à uma situação de descaso e de abandono.
Se ninguém se preocupa com o lixo, também não se preocupa com a parte da população à beira da cidadania que também é vista como lixo. O descaso com o lixo gera abandono, que gera violência. Se lembrarmos da fábula do rato da fazenda, todos os problemas estão interligados.
É preciso resgatar não só o conceito de Cidadania bem como a sua prática. Se as pessoas começarem a mostrar amor pela sua cidade a começar pela sua limpeza, talvez não será a solução definitiva mas certamente será o caminho para a solução de outros problemas.
Necessitamos de iniciativas, projetos e campanhas que levem este assunto à sério a começar pelas escolas.
Conforme a Secretaria da Educação, Carapicuíba tem 51 escolas públicas. Sendo assim, são milhares de estudantes envolvidos com a questão da Cidadania.
Mesmo não sendo a solução de todos os problemas do município de Carapicuíba, seria ao menos uma tentativa de buscar resgatar a Cidadania através das crianças e jovens.

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”. Pitágoras



Globalização x Intolerância



"Todos os homens nascem iguais e todos têm o mesmo direito"
Declaração dos Direitos Humanos

Conforme professor Eduardo de Freitas, a globalização é um fenômeno social que como o próprio termo sugere ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países.

Este fenômeno apresenta suas vantagens e desvantagens:
Entre algumas vantagens estão: Economia integrada, avanços na tecnologia, telecomunicações, transportes, etc.
A facilitação da troca de informações entre nações e culturas  viabiliza o avanço e o compartilhamento de conhecimento.
E entre as diversas desvantagens estão: As desigualdades sociais fundamentados em regionalismo e xenofobia.
De acordo com Freitas, a globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo. Com isso, o sistema capitalista beneficia àqueles que são mais ricos que por sua vez se tornam cada vez mais ricos, e os que são miseráveis ainda mais miseráveis, sem as mesmas oportunidades daqueles que são privilegiados por receber uma melhor educação e através disso receber uma melhor colocação no mercado de trabalho.
É fato que a globalização promoveu uma série de avanços e melhorias técnicas em várias partes do mundo. No entanto, analisando por outro ponto de vista as desigualdades sociais persistem e muitas vezes ocorrem movimentos contrários à globalização fundamentados em regionalismo e xenofobia. Este é um caminho contrário ao da Evolução Humana.

Entende-se por xenofobia, qualquer aversão ou preconceito àquilo que é estrangeiro. Em algumas ocasiões a xenofobia poderá ser confundida com sentimento de patriotismo.
Para o filósofo Edgar Morin, é necessário que haja uma mudança de mentalidade. O homem precisa se enxergar como parte da natureza e compreender que como parte da mesma natureza, temos a mesma Condição Humana que não distingue entre raça, religião e nação.
A compreensão da Diversidade Humana é a chave contra a intolerância. É preciso que haja a aceitação do outro, que não é melhor ou pior porém, diferente.
Não pode-se permitir que a intolerância tome uma dimensão maior como no passado. O mesmo sentimento de superioridade de um grupo ideológico como o Nazismo pôs fim à vida de milhares de judeus. Lamentavelmente, atitudes nazistas como estas ainda estão presentes na sociedade, quando um homossexual é agredido, quando um nordestino é assediado com piadas infames, índios expulsos de suas terras para beneficiar os brancos etc... Infelizmente, esse “etc” quer dizer que há milhares de exemplos de comportamentos de segregação na sociedade.
De fato, a intolerância é um dos maiores desafios a ser superado pela humanidade.  Através de uma revolução da Educação pode ser possível realizar uma revolução da interpretação de mundo, do espírito de cidadania e mudança de comportamentos que trazem um retrocesso à Evolução Humana.
 
Fonte de pesquisa: http://www.brasilescola.com/geografia/globalizacao.htm
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.

Contraste Social




  
Numa visita ao município de Quitaús situado no interior do Ceará, é possível observar o modo de vida simples das pessoas. Muitas vivem em sítios, desfrutando de uma paisagem belíssima. Não há carros nas estradas, de vez em quando se avista uma moto ou um cavalo.
O ar que se respira é puro, o céu é tão azul e não se vê nuvens cinzas de poluição.

A poucos metros dos sítios é o centro da cidade.É possível observar que a maioria das cidades interioranas possui as mesmas características. Como as cidades costumavam crescer em volta das igrejas. As Igrejas costumam ficar bem no centro das cidades. Em Quitaús não é diferente. A igreja com arquitetura barroca fica localizada bem no centro da cidade.Em frente a igreja fica a praça que é o ponto de encontro dos moradores.  No município há escolas, comércios e organizações de festas típicas da cidade.

Há 471 quilômetros de Quitaús, a capital do ceará Fortaleza divide o cenário exuberante das praias entre prédios e favelas. 

O crescimento desordenado da maioria dos centros urbanos do Brasil trouxe diversos problemas. Os principais foram a falta de moradia própria, falta de saneamento básico, precariedade da saúde pública, violência, trânsito, etc...

Observa-se a partir dessa análise o contraste que existe entre a zona rural ainda intacta e na zona urbana que cresceu de modo desorganizado levando embora a qualidade de vida das pessoas.


E os problemas urbanos nunca são resolvidos, em raríssimas vezes apenas amenizados para existam pretextos de promessas em campanhas eleitorais. As promessas sempre são as mesmas, porém não há nenhum político preocupado com a erradicação dos problemas. Se houvesse, não haveria mais motivos para promessas nas próximas campanhas.


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